Abertura de fronteiras origina conflito

Fonte: Jornal Terras da Beira

Em Portugal, a fronteira terrestre com Espanha vai continuar encerrada até 15 de junho. Ontem, foi apresentada uma estratégia pela Comissão Europeia (CE) para um regresso à “normalidade” possível. Espanha e França entraram num conflito.

O Conselho de Ministros publicou em Diário da República que as fronteiras, com o país vizinho, vão continuar encerradas mais um mês. Segundo o Expresso, não se vai conseguir circular entre os dois países até à meia noite de 15 de junho, devido à Covid-19.

Uma restrição que desde o início da pandemia, não se aplica ao transporte de mercadorias. Fotografia: Adriano Miranda

A estratégia da CE é que os estados-membros com situações controladas da pandemia levantem as restrições às viagens com calma. A circulação dentro da União Europeia (UE) será gradualmente aberta até 15 de Junho, no entanto, após esta data, quando as fronteiras externas abrirem, os cidadãos que entrem na UE vão ter de cumprir 14 dias de isolamento. 

No entanto, segundo o Público, enquanto há nações que seguem orientações e se coordenam para levantar as restrições (como Portugal), Espanha e França entraram num conflito. O jornal revela que o governo espanhol, no dia 12, impôs 14 dias de quarentena a todos os cidadãos europeus que entrem no seu país vindos de França.

O governo de Emmanuel Macron ficou surpreendido, e, com reciprocidade, segundo o Público, impôs a mesma medida a quem chegar de Espanha. Neste âmbito, Portugal não dialogou com Espanha novas quarentenas para os viajantes.

“Não sabíamos, descobrimo-lo, não tomámos medidas de quarentena em respeito a Espanha. Não o faríamos aos nossos parceiros europeus”, disse esta sexta-feira o governo francês. Espanha desvalorizou esta resposta, ao dizer que a medida não é discriminatória com os franceses porque afeta outras nacionalidades. “Há 15 países no Espaço Schengen que o impõem aos cidadãos que chegam às suas fronteiras, inclusive a espanhóis”, refere o governo espanhol, diz o Público.

Qualquer decisão sobre as fronteiras terrestres nacionais são da responsabilidade dos poderes executivos, mas a CE apelou a todos que se coordenassem, para um regresso seguro.