Adoção de cães e gatos aumenta no mundo

Fonte: Ana Laura Simon

Com as medidas implantadas devido à propagação da Covid-19, o número de adoções de animais aumentou. No Brasil houve um aumento de 50% e nos Estados Unidos da América (EUA) os abrigos esgotaram os animais que tinham disponíveis para adoção.

Apesar deste cenário aparentar ser positivo, há que se ter em conta algumas recomendações com este repentino acontecimento. Segundo o G1, os responsáveis pelos animais abandonados atentam para:

  1. O tempo livre dos novos donos em casa ajuda na adaptação dos animais
  2. Fazer frente à pandemia é uma boa ocasião para ser solidário e para novos afetos;
  3. A “solidão da quarentena” não pode ser o único fator que leva à adoção de um animal;
  4. Ter em atenção a rotina do lar de acolhimento pós-quarentena para que não haja a possibilidade do animal ser abandonado;

“Apesar de ser uma coisa boa, algumas pessoas estão nos procurando por uma urgência temporária. Elas estão sentindo a solidão da quarentena e resolveram adotar um animal para suprir isso, mas estamos lidando com uma vida”, alerta Katy Torczynnowski, 45 anos, proprietária de um gatil com mais de 50 gatos resgatados de situações de abandono. Em declarações ao G1 esta responsável mostra alguma preocupação com esta procura repentina.

Por sua vez, nos EUA esgotaram as máscaras e os desinfetantes, depois o papel higiénico e as garrafas de água, tendo chegado agora aos abrigos de animais. Na cidade de Nova Iorque, segundo o Globo, os cães e gatos outrora abandonados fazem as delícias de quem está fechado em casa sem companhia.

Nas duas últimas semanas a procura por cães e gatos para adoção aumentou em dez vezes. Segundo o que as ONGs Muddy Paws Rescue e Best Friends Animal Society disseram à agência Bloomberg, citados pelo Globo, os locais que acolhiam os animais abandonados estão praticamente vazios.