Afluência às urgências diminui

Fonte: Mais Guimarães
Fonte: Mais Guimarães

Por uma questão de consciência ou por medo, os portugueses estão a deixar as Urgências menos lotadas. Na última semana, alguns hospitais passaram de 700 para 200 consultas prestadas. Nos centros de saúde o atendimento é feito pelo telefone.

O apelo da Direção Geral de Saúde foi claro: os cidadãos só devem deslocar-se às urgências em situações graves, após o encaminhamento pelo SNS24. Os portugueses compreenderam e respeitaram. Em entrevista ao Diário de Notícias, Luís Pinheiro, diretor clínico do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), refere que “as pessoas não estão esgotar a capacidade do Serviço Nacional Saúde” e apela que “os utentes continuem a procurar soluções alternativas à urgência hospitalar”.

Nos dois maiores centros hospitalares de Lisboa o número de atendimentos urgentes desceu para 200. O diretor clínico do CHULN explica que desde há uma semana, “a partir do momento em que a epidemia se instalou com mais intensidade”, a queda registada corresponde a “cerca de 50% da afluência habitual”.

As consultas externas foram canceladas, por todo o país. Fonte: Lusa

A menor afluência relaciona-se com menos falsas urgências e tempos de espera menores. Luís Pinheiro refere que desapareceram as ocorrências de queixas de dores de desconforto, e surgiu um aumento de queixas respiratórias “que são os sinais de alerta para a infeção de Covid-19”. No entanto, faz saber que o despiste à doença a estes doentes tem sido feito.

Os centros de saúde, segundo o Público, prepararam-se para a epidemia e reduziram as consultas presenciais. De acordo com o semanário, há menos doentes nas salas de espera, são os médicos que ligam aos pacientes e existe menos confusão com os tempos de espera.

Desmarcação das consultas presenciais serviu para proteger os utentes

Como exemplo, a Unidade de Saúde Familiar Norton de Matos, em Coimbra, só pede aos utentes para se deslocarem ao edifício caso não se consiga resolver o problema por telefone. Rui Nogueira, médico da unidade, conta que os profissionais estão “a falar com doentes por WhatsApp e a fazer videochamadas”.

Deste modo, os centros de saúde e os hospitais continuam a funcionar. De acordo com o decreto de estado de emergência, como o Expresso refere, os serviços médicos ou outros serviços de saúde e apoio social têm de se manter abertos.

Centro Hospitalar Universitário Santa Maria. Fonte: Dinheiro Vivo