Asteróide de 2km passa próximo da Terra, mas sem perigo

Fonte: NASA/JPL-Caltech
Fonte: NASA/JPL-Caltech

O asteróide 1998 OR2 vem sendo monitorado e estudado pela NASA há anos. A agência afirma que não existe perigo de colisão pelo menos pelos próximos 200 anos, mas que o objecto voltará a passar em 2079, dessa vez ainda mais perto da Terra.

Mesmo sem que o asteróide representasse algum perigo, os cientistas da NASA decidiram monitorar a passagem do chamado 1998 OR2 para melhor estudá-lo e poder recolher dados com objectivo de traçar melhor a sua órbita. Com um diâmetro medindo dois quilómetros, o asteróide passou a uma distância de 6,2 milhões de km da Terra, considerada próxima em termos espaciais. 

O asteróide foi descoberto em 1998 pelo programa de rastreamento do Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) na NASA. Desde então, a trajetória do 1998 OR2 é acompanhada por cientistas que garantem que não há risco de colisão com o planeta nos próximos 200 anos. No entanto, o asteróide se encontra classificado como “potencialmente perigoso”, já que é possível que sua trajectória possa se tornar uma ameaça para o planeta Terra caso sofra algum tipo de alteração ao longo do tempo.

O diretor do CNEOS, Paul Chodas, disse ao Público que o asteróide “não estava brilhante o suficiente para ser visto a olho nu”. O momento no qual o corpo celeste esteve mais próximo da Terra foi por volta das 10h55 no horário de Portugal continental.

O asteróide 1998 OR2 viajando pela constelação da Hidra, a cerca de 4.4 milhões de milhas de distância da Terra, cinco dias antes de sua maior aproximação ao planeta.
Fonte: Dr. Gianluca Masi/Virtual Telescope Project.

Segundo a NASA, aproximações de asteróides de grande porte como este são raras. No entanto, por serem maiores que os outros, esses objectos refletem mais luz, o que os torna mais fáceis de serem observados por telescópios e facilita o estudo dos mesmos. Astrónomos aproveitam essas passagens para analisar melhor o tamanho, a forma e a composição desses objectos, além do seu grau de refletividade. Chodas afirma que esse estudo pode “ser útil caso tenhamos de desviar um objecto destes de uma trajectória de impacto”.

Prevê-se que o 1998 OR2 passe perto do planeta novamente em 2079, dessa vez a uma distância ainda menor, estimada para ser de apenas quatro vezes o espaço existente entre a Terra e a Lua.

A última passagem de um asteróide com dimensões tão grandes quanto as do 1998 OR2 aconteceu em setembro de 2017, quando o asteróide Florence, com um tamanho de cinco quilómetros, passou a 18 vezes a distância entre a Lua e a Terra. De acordo com a NASA, estima-se que objectos com dimensões semelhantes passam pelos “arredores” do planeta de cinco em cinco anos.

No site, a NASA diz que é bastante improvável que algum impacto com algum desses asteróides de grande porte aconteça no próximo século, mas que continuam com “os esforços para descobrir todos os asteróides possam constituir alguma ameaça para a Terra”. Atualmente, já foram descobertos, registados e rastreados cerca de 98% de todos os grandes asteróides que passam perto do planeta Terra.

Na última segunda feira, 27, a NASA também fez um livestream em seu perfil oficial no Twitter respondendo perguntas sobre o asteróide 1998 OR2 e sobre o assunto de defesa planetária.