Aulas do ensino básico suspensas até ao final do ano

Fonte: Diário de Notícias

Esta quinta-feira, António Costa confirmou que o ensino básico não vai regressar à escola neste ano letivo. O ensino secundário ainda poderá contar com aulas presenciais, mas depende da evolução da pandemia.

As escolas estão fechadas desde 16 de março e, como forma de prevenção contra a Covid-19, assim vão ficar, como explica este artigo do Diário de Notícias. Até ao final do ano letivo, as unidades curriculares serão dadas à distância. No entanto, a hipótese do 11º e do 12º ano voltarem a ter aulas presenciais continua em aberto.

O calendário de exames do secundário foi adiado para que possam ser retomadas as aulas presenciais – “deste modo, a atividade letiva poderá estender-se até ao dia 26 de junho”, afirma António Costa. Em relação aos exames nacionais do ensino secundário, a primeira fase será de 6 a 23 de julho, enquanto a segunda ficará entre 1 e 7 de setembro, segundo este artigo do jornal Público.

Caso seja decidido retomar às aulas presenciais, só os alunos do 11º e do 12º ano serão abrangidos. Serão apenas lecionadas em sala de aula as 22 disciplinas sujeitas a exame específico para aceder ao ensino superior. Estas decorrerão seguindo as normas de segurança impostas até agora, como o distanciamento social e as normas de higienização adequadas. Assim, quem frequentar a escola terá de utilizar máscara de proteção, que serão distribuídas pelo Ministério da Educação.

Os estudantes e funcionários que pertencerem a grupos de risco estão dispensados de voltar à escola. No entanto, ainda não existem datas para este potencial regresso.

Segundo este artigo do Expresso, o terceiro período tem início no próximo dia 14 e os alunos do ensino básico vão passar a ter aulas emitidas, diariamente, na RTP Memória, a partir de 20 de abril.  Com a extensão do prazo da atividade letiva, nenhuma falta precisará de justificação.

António Costa referiu, em conferência de imprensa, que ainda “não chegámos ao dia em que podemos começar a levantar as medidas de limitação da circulação e de afastamento social. O que só poderemos fazer, sempre de modo progressivo e gradual, quando o risco de transmissão do vírus for controlável, sendo certo que a comunidade científica ainda não pode prever, com precisão, em que dia ou semana o poderemos fazer com segurança”.