Aulas na televisão começam esta segunda-feira

Fonte: Observador

A partir desta segunda-feira e ao longo de todo o terceiro período 850 mil alunos vão poder assistir às aulas de apoio, através da televisão. O horário das aulas é entre as 9 horas e as 17h30 e contam com mais de uma centena de professores.

O programa chama-se #EstudoEmCasa e foi criado pelo Ministério da Educação como uma forma suplementar de recursos educativos. As aulas serão dadas por 112 professores de seis escolas públicas, duas privadas e da ciberescola. A transmissão será feita diariamente pela RTP Memória, segundo este artigo do Expresso.

A maior parte dos alunos tem uma hora de aulas por dias, dividida em dois blocos de 30 minutos. As aulas começam pela matéria do 1º e 2º anos, seguidas pelo 3º e 4º anos e assim sucessivamente, até ao final da tarde, onde existe um bloco de aulas apenas para matéria de 9º ano.

O número de alunos no ensino básico, sem aulas presenciais desde dia 16 de março (data em que foram fechados os estabelecimentos de ensino), é superior a 850 mil. Agora estes alunos contam com aulas à distância através de plataformas ‘online’ ou trocas de ‘emails’ com os professores.

O problema é que se estima haver cerca de 50 mil alunos no ensino básico sem acesso à Internet, concluem os economistas Hugo Reis e Pedro Freitas, baseando-se em dados do Instituto Nacional de Estatística. Estes número foram publicados num artigo do site Iniciativa Educação, da família Soares dos Santos.  Assim, o projeto do ensino da televisão pode ser aproveitado pelos alunos nestas circunstâncias. As aulas podem ser repetidas mais tarde, através da RTP Play.

Esta reportagem do Observador explica que o processo de gravação das aulas na televisão está a ser feito num estúdio improvisado, onde habitualmente se grava  “O Preço Certo” de Fernando Mendes. As dificuldades de maior parte dos professores no programa caem sobre o desconforto sentido em frente das câmaras e o facto de terem de continuar a dar aulas ‘online’ para as suas turmas. O que antes era exposição para uma turma, “agora é para o país todo”, afirma José Pinto, professor de Geografia.