Benjamin Netanyahu acusado de corrupção em decisão inédita

Fonte: AFP via BBC

O primeiro-ministro Israelense é acusado de corrupção, suborno, fraude e abuso de confiança. Netanyahu é culpado de ter participação em três escândalos, conhecidos como 1.000, 2.000 e 4.000. O político afirma ser alvo de uma “caça às bruxas”.

Fonte: Alzajeera

O episódio é considerado extrememente delicado, uma vez que acontece em meio a uma pandemia, e ofensivas ativas do território israelita contra Gaza, além de ameaças de conflito com o Irão. Especialistas se preocupam com a enorme quantidade de poder concentrado nas mãos de “Bibi”, e suas implicações no caso.

Segundo a BBC, no primeiro caso, o líder teria recebido presentes de políticos e empresários, nomeadamente caixas de charutos e garrafas de champanhe, e um montante que soma os 198 mil dólares, cerca de 180 mil euros.

A segunda acusação teria prejudicado a concorrência de um jornal impresso que lhe dava boa cobertura. O Israel Hayom, uma publicação gratuita de circulação livre, teria sofrido sanções, inclusive com uma lei para restringir sua circulação tendo sido considerada.

Já no episódio 4.000, o PM é acusado de ter um “acordo mútuo” com um site para beneficiar sua imagem e da sua família. O portal Walla, que pertence a um dos principais conglomerados midiáticos do país, faria então a cobertura de temas alinhados com os interesses do político e, em troca, tinha acesso a acordos de negócios facilitados e vantajosos, além de conseguir desviar de questões regulatórias, por conta do pacto.

O Observador avançou que as acusações poderão ter implicações políticas para o Governo, feito em parceria com Benny Gantz, que ocupará o cargo de primeiro-ministro por 18 meses, em alternância com Netanyahu.

As acusações do ano passado serão julgadas formalmente a partir deste domingo, 24 de maio. O político foi ordenado a comparecer na sessão de abertura.