Carência de vitamina D na população portuguesa

Fonte: Sascha Steinbach/EPA - Observador
Fonte: Sascha Steinbach/EPA - Observador

A falta de vitamina D é algo que se verifica na população portuguesa. O isolamento social, de modo a combater a Covid-19, levanta esta preocupação.

Com o período de confinamento que se vive, a carência de vitamina D pode gerar um problema. A falta deste micronutriente é responsável por várias doenças e tem impacto na mortalidade em geral. Na reportagem de Luís Peixoto da RTP, o professor e reumatologista, Pereira da Silva diz que “a mudança dos hábitos sociais com a preocupação em proteger a pele faz com que a absorção da vitamina seja mais difícil”.

O professor deixa ainda alguns conselhos para evitar o recurso a suplementação. “A exposição de uma parte do corpo ao sol durante qualquer coisa como meia hora, nesta época do ano, nas horas de calor, entre as 10h e as 16h, será um belíssimo suplemento e não será preciso mais do que isso”, refere Pereira da Silva na reportagem.

Segundo um estudo realizado por investigadores da Universidade do Porto, os valores de vitamina D nos adolescentes portugueses são baixos. Apesar do estudo ter baseado uma reportagem publicada pelo Público em 2018, volta-se a viver o mesmo cenário. A vitamina D é vista como um “micronutriente que desempenha um papel central no metabolismo do cálcio e no crescimento ósseo”, cita o mesmo órgão de comunicação.

O Público, atualmente, refere-se a um estudo publicado pela revista científica Archives of Osteoporosis. Este indica que “mesmo durante o Verão pouco mais de metade (56,8%) dos portugueses conseguem atingir valores normais de vitamina D”.

Com uma amostra de 3092 pessoas, a representar a população portuguesa, é indicado que, “no Inverno, apenas dois em cada dez portugueses apresenta níveis normais de vitamina D”, acrescenta o Público. Contudo, o órgão de comunicação deixa um alerta, “a carência desta vitamina é um problema de saúde pública de nível mundial que em Portugal é ainda desvalorizado”.