Descobertos fósseis de pteurossauros em Marrocos

Fonte: Nizar Ibrahim /Universidade de Detroit Mercy
Fonte: Nizar Ibrahim /Universidade de Detroit Mercy

Os fósseis pertencem a répteis voadores que viveram em África há 100 milhões de anos. Foram encontrados no deserto do Saara graças a uma pesquisa liderada por Megan Jacobs da Universidade de Baylor nos Estados Unidos (EUA).

Os restos dos répteis foram encontrados por cientistas da Universidade de Portsmouth do Reino Unido e por especialistas de uma equipe internacional de pesquisadores. As três novas espécies foram identificadas pelo professor David Martill de Portsmouth e pesquisadores dos EUA e de Marrocos. 

Segundo os autores de um artigo publicado na revista Cretaceous Research, onde foi compartilhada a descoberta dos fósseis, esse achado científico ajudará em investigações na história evolutiva desses animais na África durante o tempo dos dinossauros, sobre a qual se conhece pouco.

“Restos de pterossauros são muito raros, a maioria dos que são conhecidos vieram da Europa, América do Sul e Ásia. Essas novas descobertas são muito empolgantes e fornecem uma janela para o mundo dos pterossauros na África durante o período Cretáceo.” – Megan Jacobs, em comunicado.

Foram utilizados pedaços de maxilares e dentes para identificar as espécies encontradas. Esses animais tinham envergadura de três a quatro metros e, usando seus grandes dentes semelhantes a espigões, podiam apanhar suas presas durante o vôo.  

“Estamos em uma era de ouro para descobrir pterossauros. Somente nesse ano nós já descobrimos três novas espécies e estamos apenas em março.” – Professor David Martill

Os pterossauros encontrados eram parte de um ecossistema antigo na África que costumava ser cheio de vida, incluindo tartarugas, crocodilos, peixes e diversos dinossauros de natureza predadora.

“Estas novas descobertas fornecem uma importante janela para o mundo dos pterossauros africanos”, acrescenta Nizar Ibrahim, da Universidade de Detroit Mercy. “Sabemos muito mais sobre pterossauros na Europa e na Ásia, portanto, descobrir novos espécimes de África é sempre emocionante”, enfatiza.