Barco venezuelano afunda após colisão com cruzeiro português

Fonte: dnotícias
Fonte: dnotícias

O barco da Guarda Costeira “Naiguatá GC-23” realizava “tarefas de patrulhamento marítimo” quando foi atingido pelo navio de passageiros Resolute, segundo o Ministério da Defesa da Venezuela.

Na passada segunda-feira, um barco da Marinha venezuelana colidiu com o cruzeiro português Resolute, segundo o jornal Expresso. O acidente ocorreu no norte da ilha de La Tortuga, pelas 00h45 locais (5h45 em Lisboa).

O acidente ocorreu quando a embarcação venezuelana “efetuava um procedimento de controlo de tráfego marítimo, o que gerou danos de grande magnitude”.

A forma como o navio Resolute agiu foi considerada covarde e criminosa, pois não procedeu ao resgate da tripulação. Esta é uma violação dos regulamentos internacionais que regulam o resgate da vida no mar.

A tripulação foi resgatada na íntegra por pessoal venezuelano, após os factos.

Em entrevista à SIC Notícias, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que os factos ainda têm que ser apurados, e sublinhou que os acontecimentos “não se tratam de um acidente entre Estados”.

De acordo com o ministro, o Governo soube do acidente através da Embaixada de Portugal em Caracas, mas reiterou que “conhecidas as duas versões dos factos, é preciso apurar o que passou, quem são os responsáveis que serão levados à justiça”.

Santos Silva lembra que é necessário determinar se o navio Resolute foi intercetado em território holandês ou em águas internacionais, e se “a autoridade respeitou a lei de prestar serviço de socorro a pessoas que estão em alto mar”.

O ministro declarou ainda que não consegue “comentar factos que não conheço, se forem indicados os responsáveis, vão ser levados à justiça”.

Apesar das declarações do ministro, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o cruzeiro português de ter realizado “um ato de terrorismo e pirataria”, segundo este artigo do jornal Público. Maduro urgiu as autoridades do Curaçau, território holandês onde o navio está ancorado, a investigar este “ato de pirataria internacional”.