Estudo revela nova mutação do Coronavírus

Fonte: Getty Images via BBC

Novo estudo identifica as principais mutações da Covid-19 desenvolvendo um método de tracking em tempo-real. A variação na chamada proteína S (Spike D614G) é apontada como de extrema preocupação.

De acordo com o artigo, publicado na última quinta-feira (30/04) por cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México, esta nova versão do vírus prova ser mais resistente, já que quando surge no meio se torna rapidamente dominante.

O estudo salienta ainda que foram identificadas, até ao momento, quatorze tipos da doença, e que há evidências de recombinação entre os diferentes agentes patológicos. As previsões foram feitas usando o Global Initiative on Sharing All Influenza Data, um programa de compartilhamento de dados global sobre o vírus.

Este apresenta ainda uma consequência direta das novas descobertas: há a possibilidade do vírus não enfraquecer no verão – como é esperado – e que haja a necessidade de se adaptar possíveis vacinas e tratamentos. Uma vez que, muitos dos antídotos estão sendo desenvolvidos com as variantes mais ¨fracas¨ da doença.

A CNBC avança que esta notícia, no entanto, já era esperada, uma vez que cientistas da Universidade de Pequim e do Instituto Pasteur em Shanghai identificaram, em março deste ano, dois tipos do vírus, um mais agressivo e outro mais brando. Apesar disso, os cientistas garantem que as mutações são um processo natural e esperado.

Ainda segundo a notícia, apesar das informações difíceis, Bette Korber, uma das autoras do estudo, pede que ¨não se sintam desencorajados¨. Afirma ainda que seu time só foi capaz de documentar a mutação por causa do esforço coletivo global e dos que atuaram em nível local e de maneira extremamente rápida, conseguindo assim permitir que os dados fossem disponibilizados a todos.