Família Raminhos em tempos de quarentena

Fonte: Facebook - António Raminhos
Fonte: Facebook - António Raminhos

Perante a fase de pandemia e isolamento, Catarina e António Raminhos criaram o programa: “Não prometemos para mais ninguém”. No final do dia, por volta das 18h, no Instagram de António Raminhos, o casal fala a quem os queira ouvir, com vários temas e conteúdos.

Tal como outras figuras públicas a viver esta fase, que também abraçam iniciativas através do Instagram, Catarina confessa que a ideia surgiu de uma “tentativa de entreter as pessoas”. Procuram assim “aliviar um bocadinho o dia” e partilhar esperanças e preocupações sobre os tempos que se vivem.

Quanto à adaptação à nova rotina, confessa que não tem sido fácil. “Como a maioria das famílias acumulamos trabalho – eu já trabalhava a partir de casa -, filhas, escola das filhas – que agora está ao nosso encargo -, refeições, limpeza da casa, roupas, etc”, descrevendo assim como tem sido a sua rotina.

Sendo figuras públicas, há um cuidado aquilo que se comunica em tempo de quarentena. “Mensagens positivas e úteis” são as que tentam passar às pessoas que os seguem.

Com um outro olhar sobre o que se passa no mundo, Catarina descreve a pandemia como “forma que o universo encontrou para abrandar e até parar”. Acrescenta que “andávamos a viver acima das das nossas capacidades, a gastar muitos recursos naturais, a viver em stress, sem tempo para nós e para os nossos”.

Ainda em relação à rubrica de Instagram, a autora do blog “7 da tarde e ainda não lavei os dentes” reconhece que as pessoas estão a gostar. “Mandam muitas mensagens a dizer que ficam ansiosas às espera das 18h”.

Devido ao isolamento, não só a rotina precisa de ser readaptada, mas também o processo criativo. “Tem sido exigente, com toda a gente em casa não é fácil ter espaço e disponibilidade para criar”, descreve Catarina Raminhos. “Há que encontrar o espaço e disponibilidade para continuar os projetos que temos em mãos”, adianta.

Catarina deixa ainda uma mensagem para entender a fase de isolamento tal como é: “uma fase”. Descreve ainda esta situação como uma oportunidade de paragem, pensamento e percepção sobre o que manter ou mudar na vida de cada pessoa. “Vai haver, certamente, um “antes do Coronavírus” e um “depois do Coronavírus”. Os nossos netos vão aprender isto em História e é bom que tenhamos feito boa figura”, conclui.

[Atualizado às 17:34 do dia 5 de abril de 2020]