Fósseis de 60 mamutes encontrados no México

Fotografia: AP/The Guardian
Fotografia: AP/The Guardian

Os ossos foram descobertos no canteiro de obras do novo aeroporto da Cidade do México, perto de uma área em que mais fósseis tinham sido encontrados. Os arqueologistas declararam que há um excesso de esqueletos: “muitos para escavar”.

Em entrevista ao Excelsior, o arqueologista Pedro Sánchez Nava, parte do Instituto Nacional de Antropología e Historia, declarou que “há muitos [fósseis], há centenas”, no seguimento de uma escavação que teve início em outubro de 2019. Com uma média de dez fósseis da espécie Mammuthus columbi encontrados, por mês, as escavações estão previstas acabar em 2022, quando o Aeroporto Internacional Felipe Angeles for concluído.

“O principal desafio foi a riqueza da fauna e vestígios ser maior do que havíamos considerado”, afirmou Nava. No sítio da escavação ainda foram encontrados fósseis de um bisão, um camelo, um cavalo e um canídeo, além de 15 ossos humanos e vasos. O pesquisador complementou que a área abriga uma fauna pleistocénica que dataria de 35 mil anos.

Os pesquisadores especulam que os mamutes tenham morrido após terem ficado presos na lama de um antigo lago da área de Santa Lucía. De acordo com Nava, é possível que os humanos que habitavam a região tivessem usado a área como uma armadilha natural. O pesquisador ainda comentou que os cientistas “costumavam pensar que a chance [de um mamute ser alimento dos homens] era pequena, esporádica”, mas que agora “pode ser que [os mamutes] fossem parte das dietas diárias”.

A maior preocupação dos pesquisadores é que, apesar de estarem trabalhando nas escavações, não haja tempo suficiente para finalizá-las. “Estamos trabalhando em de maneira coordenada com os responsáveis da obra”, afirmou Nava, que complementou que “somos capazes de continuar no nosso próprio ritmo, sem ter muita influência no trabalho [do aeroporto]”.

A presença de mamutes era grande nessa área do México, que foi liderada pelos Astecas entre 1325 e 1521. Nava afirma que esse povo “os interpretava como prova de lendas que gigantes uma vez popularam o vale”.