Investigadores levam animais de estudo para casa

Fotografia: Jessica Bock

Numa altura em que muitos cidadãos estão de quarentena, alguns investigadores fazem das suas quatro paredes um centro de investigação. Em casa têm os seus animais de estudo com quem criam uma “relação”.

O New York Times conta, esta semana, os casos de uma dúzia de cientistas que estão a trabalhar “com os seus novos colegas de quarto neste período de distanciamento social.”

Os episódios relatados contam a convivência com baratas, aranhas e tartarugas dentro de casa. Entre “um quintal que pode ser transformado em laboratório” ou a “amizade” que se está a criar com os animais, os cientistas fazem um balanço positivo da experiência.


Glenna Clifton com as suas baratas e o seu assistente de laboratório em casa, a Loona. Fotografia: Kathryn Ward

A jornalista Cara Giaimo conversou com Glenna Clifton, pós-doutoranda num laboratório da Universidade da Califórnia, que estuda locomoção em pequena escala. Vive, neste momento, com nove baratas no seu quarto. A um metro da cama, ela continua a analisar o trabalho diário do inseto. Sobre esta nova experiência de trabalho admite que: “os pesadelos aumentaram.”

Sobre tartarugas, Vivian Páez e Brian Bock chegaram à conclusão, há cinco anos, de que se não forem libertadas na natureza quando nascem, não desenvolvem “as habilidades de que precisam para sobreviver no ambiente.” Por enquanto, são 55 tartarugas bebés que percorrem os aquários da varanda de Páez e Bock. O casal está a fazer pequenos estudos sobre a taxa de crescimento e comportamento dos répteis: “coisas que na universidade nunca teria tempo para fazer”, dizem ao New York Times.

Filho de Macrander a observar as anémonas-do-mar com o pai. Fotografia: Jason Macrander.

Jason Macrander, professor assistente de biologia marinha no Florida Southern College, e a sua mulher têm “centenas e centenas” de anémonas-do-mar em casa. Ao jornal norte-americano diz albergar nas suas instalações alguns dos animais do departamento, incluindo uma rã-de-garra e uma tartaruga de barriga amarela.

Caitlin Henderson, por sua vez, tem cerca de 50 aranhas a viver com ela. Quando o Australia’s Queensland Museum onde estavam expostas encerrou, as aranhas das suas coleções de pesquisa foram redistribuídas entre os funcionários. Ela ficou com meia centena, de pequenas aranhas saltadoras a caçadores de palmeiras. “Agora somos companheiros de quarto”, disse.

Fonte: Twitter