Madeira declara estado de calamidade

Fonte: Público

O arquipélago começa o regresso à normalidade na segunda-feira, com algumas restrições. Escolas e creches continuam encerradas, máscaras são agora de uso obrigatório. Comércio e serviço público abrem com limitações.

Segundo o jornal Público, o uso de máscaras na Madeira começa a ser obrigatório, a partir da próxima segunda-feira, no interior de todos os espaços comerciais, serviços públicos e transportes coletivos. A medida foi anunciada esta quinta-feira por Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional madeirense.

O presidente explicou que todos os estabelecimentos comerciais e serviços públicos vão abrir, incluindo os que se situam em centros comerciais. A exceção são os restaurantes, que apenas podem funcionar em regime de takeaway. Bares, discotecas e ginásios vão manter-se encerrados. “A batalha ainda não está ganha”, afirma Albuquerque, e complementa que o “levantamento gradual” das restrições vai ser avaliado semanalmente, implicando um elevado “sentido de responsabilidade” por parte da população.

Escolas, creches e jardins-de-infância vão permanecer fechados. O presidente considerou que reabrir os estabelecimentos de ensino poderia causar um “alarme social desnecessário”. Assim, apenas se equaciona retomar a atividade das creches e do pré-escolar a partir de junho. A situação de calamidade no arquipélago tem a duração de 15 dias e começa no dia 3 de maio.

Desde o início da pandemia, foram registados 86 casos na Madeira, metade dos quais foram curados, sem nenhum óbito registado. Depois de seis dias sem novos casos e após ter sido autorizado o início das atividades relacionadas com a construção civil, a próxima segunda-feira vai marcar o começo do levantamento de restrições. Desta forma, os estabelecimentos comerciais vão estar limitados a um terço da capacidade, e a circulação dentro dos mesmos será feita de forma a que as pessoas não se cruzem.

Algumas medidas para a circulação incluem entradas e saídas separadas para pessoas e veículos, além de restringirem a lotação para uma pessoa por cada 25 metros quadrados.