Morreu Aldir Blanc, um dos maiores compositores brasileiros

Fonte: Alaor Filho/ Estadão Conteúdo
Fonte: Alaor Filho/ Estadão Conteúdo

O músico faleceu aos 73 anos, no Rio de Janeiro, por conta da Covid-19. Foi autor de diversas obras literárias e musicais, tendo algumas de suas maiores canções imortalizadas por Elis Regina, como “O Bêbado e o Equilibrista”.

O compositor e escritor morreu na madrugada desta segunda-feira, 4, no Hospital Universitário Pedro Ernesto no Rio de Janeiro, onde estava internado na Unidade de Terapia Intensiva desde o dia 15 de abril. Blanc havia sido diagnosticado com Covid-19, além de possuir sintomas de infecção urinária e de pneumonia. 

No dia 10 de abril, o músico já tinha dado entrada no Hospital Municipal Miguel Couto. De acordo com o El País, amigos próximos de Blanc dizem que ele estava bem na quinta-feira, 9 de abril, mas que no dia seguinte foi levado em ambulância para o hospital. Sua filha, Isabel, publicou um pedido de doações em uma página do Facebook para ajudar na transferência de hospital e no tratamento do pai. 

A Folha de São Paulo relata que os médicos do hospital onde Blanc estava ficaram impressionados com a resistência do artista, que ficou internado por um total de 24 dias. De acordo com o G1, ele chegou a apresentar sinais de melhora, mas foi mantido sedado durante todo o tempo de tratamento.

A esposa do compositor, Mary Blanc, foi também diagnosticada com Covid-19, mas apresenta um quadro estável no momento.

Nascido Aldir Blanc Mendes em 2 de agosto de 1946 no Rio de Janeiro, Aldir Blanc foi um dos maiores compositores da história da Música Popular Brasileira, sendo o criador de canções como “O Bêbado e o Equilibrista”, “Bala com Bala”, “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, dentre outras. Começou a compor aos 16 anos e aos 17 fundou o Rio Bossa Trio, que mais tarde passou a se chamar GB-4, quando o músico Sílvio Silva Júnior se juntou ao grupo.

Aos 20 anos fez uma especialização em psiquiatria na Faculdade de Medicina e Cirurgia e dois anos depois, em 1968, concorreu no III Festival Internacional da Canção da TV Globo.

Já nos anos 1970, Blanc conheceu João Bosco, um compositor mineiro com quem formaria uma parceria duradoura. A primeira obra dos dois que veio a conhecimento público foi “Agnus Sei”, em 1972. No entanto, foi neste mesmo ano com a gravação de “Bala com Bala” por Elis Regina que a obra de ambos realmente passou a ser reconhecida.