Navio Resolute afirma ter sido atacado por Marinha venezuelana

Fonte: dnotícias
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Na passada segunda-feira, o navio português Resolute colidiu com uma embarcação da Marinha venezuelana, naufragando-a. Esta quinta-feira, o navio declara que o acidente resultou de um ataque venezuelano.

Columbian Cruise Services, a empresa que explora a embarcação, afirma num comunicado que “na manhã de 30 de março de 2020, o navio de cruzeiro RCGS Resolute foi objeto de um ato de agressão da Marinha da Venezuela”. O comunicado foi divulgado na quarta-feira e contraria as acusações de “atos terroristas” do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expostas neste artigo do jornal Conceitual.

Segundo este artigo do Diário de Notícias, a empresa alega que o cruzeiro “já estava à deriva há um dia para realizar uma manutenção de rotina de um motor”.

O Columbian Cruise Services (CCS) adicionou que “logo após a meia-noite” de segunda-feira (5 horas de terça-feira em Lisboa), “o cruzeiro foi abordado pelo navio da Marinha venezuelana que, por rádio, questionou as intenções” da sua presença “e deu ordem para o acompanhar” até Porto Moreno, na ilha venezuelana de Margarita.

“Como o navio português navegava em águas internacionais, o capitão queria confirmar esse pedido, que resultava num desvio da rota programada, com a empresa”, explica.

Enquanto “o capitão contactava o escritório central, foram feitos disparos de pistola” e o barco da Marinha venezuelana “colidiu deliberadamente” com o cruzeiro. A mesma nota acrescenta que “a embarcação da Marinha continuou a golpear o arco de estibordo numa aparente tentativa de fazer virar a cabeça do cruzeiro em direção às águas territoriais da Venezuela”.

A CCS afirma que, embora o cruzeiro “tenha sofrido danos menores que não afetaram a sua navegabilidade, a embarcação da Marinha sofreu danos graves, ao embater na proa bulbosa reforçada para o gelo” do RGCS Resolute – cruzeiro que faz expedições no gelo.

O cruzeiro permaneceu mais de uma hora nas proximidades do local, pronto oferecer apoio. “Todas as tentativas de contactar as pessoas a bordo da embarcação da Marinha não tiveram resposta”, explicita o comunicado. A empresa assegura que o cruzeiro apenas retomou a navegação após receber instruções do Centro de Coordenação e Resgate Marítimo para continuar.