Negócios reabrem e portugueses voltam às ruas

Rua da Sofia, Coimbra. Fotografia: Ana Laura Simon
Rua da Sofia, Coimbra. Fotografia: Ana Laura Simon

Transmitida na última quarta-feira, 29 de abril, a decisão do Governo de reabrir pequenos comércios entrou em vigor hoje. O ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, apelou pelo uso de máscaras, que é obrigatório em transportes públicos.

Lojas com até 200 metros quadrados, cabeleireiros, livrarias e stands de automóveis reabriram hoje em todo o país. Os comércios ainda vão poder ficar em situação de layoff, em que os trabalhadores podem ter horários reduzidos ou suspensão de contratos. A lista de exceções que regulamenta quais estabelecimentos podem abrir em centros comerciais, que em geral só vão poder iniciar seus negócios em 1 de junho, inclui salões de cabeleireiro, as lavandarias, as parafarmácias, entre outros.

Na Baixa de Coimbra, os lojistas voltaram a abrir seus comércios, já que a região é formada por lojas pequenas em sua maioria, e alguns já estão a limpar e arranjar as montras. A maioria dos cafés permanecem fechados, embora outros estejam a atender em takeaway, como a Pastelaria Visconde, que algumas pessoas usam como ponto de encontro para conversar. Embora a maioria esteja a utilizar máscaras de proteção, alguns transeuntes se absteram de seu uso, inclusive em espaços fechados, como bancos.

Clientes à frente da Pastelaria Visconde. Fotografia: Ana Laura Simon.

Nos transportes públicos, aqueles que não utilizarem viseira ou máscara estão sujeitos a uma coima de 120 a 350 euros. O Decreto-Lei 20/2020, aprovado no último sábado, 2 de maio, prevê que “é obrigatório o uso de máscaras ou viseiras para o acesso ou permanência nos espaços e estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, nos serviços e edifícios de atendimento ao público e nos estabelecimentos de ensino e creches pelos funcionários docentes e não docentes e pelos alunos maiores de seis anos”.

Em entrevista ao jornal Público, Santos referiu que “é fundamental [o uso de máscaras] para proteger-nos a nós e aos outros. É fundamental que todos as usem e temos de ser todos responsáveis para connosco e com os outros”. O ministro sublinhou que, nos transportes públicos, é difícil controlar o distanciamento social, e por isso “há uma dimensão de responsabilidade individual que queremos que as pessoas incorporem e percebam que depende de si também garantir que o comboio não está sobrelotado”.