Novo exame ao sangue pode detetar 50 tipos de cancro

Células do cancro do pâncreas. O sistema baseado em IA detectou 63% dos cancros pancreáticos durante o estudo. Fonte: The Guardian - Stocktrek Images, Inc./Alamy
Células do cancro do pâncreas. O sistema baseado em IA detectou 63% dos cancros pancreáticos durante o estudo. Fonte: The Guardian - Stocktrek Images, Inc./Alamy

Este é um novo exame que vem dar esperança aos métodos de deteção precoce da doença. Os técnicos da Harvard Medical School estão a explorar o novo teste em ensaios clínicos para garantir a sua fiabilidade.

Alguns médicos do Dana-Farber Cancer Institute em Boston, que é associado à Harvard Medical School, afirmam que este teste pode identificar e esclarecer, de maneira eficaz, o tipo de cancro que os pacientes têm. Segundo o The Guardian, esta análise basea-se no DNA que é derramado por tumores e que circula no sangue.

Geoffrey Oxnard, médico na instituição, revela que a descoberta está a ser explorada em mais ensaios clínicos. Refere que “usar um teste como este num determinado grupo com risco de contrair cancro, vai servir para encontrá-los e descobrir o que fazer quando se encontram”.

Ao escrever na revista Annals of Oncology, a equipa de investigação revela que o teste foi desenvolvido usando um algoritmo de inteligência artificial. Juntos colheram amostras de sangue a mais de 2800 pacientes com e sem a doença.

A fiabilidade do teste, segundo Oxnard, comprova-se porque os resultados revelaram que menos de 1% das pessoas sem cancro foram de forma errada identificadas pela análise como portadoras da doença. “É realmente importante que não se diga aos pacientes que não sofrem de cancro que eles têm a doença”, referiu o médico do Dana-Farber Cancer Institute.

A equipa durante a investigação e a colheita descobriu que, em mais de 50 tipos diferentes da cancro, o sistema detetou corretamente que a doença estava presente 44% das vezes. Embora os médicos, no artigo publicado, enfatizem que este número pode diferir se o teste for usado para rastrear uma comunidade em geral, e não as identificadas que têm cancro.