O papel das superfícies na propagação da Covid-19

Fonte: Notícias ao Minuto
Fonte: Notícias ao Minuto

Surgem dúvidas em torno da propagação do coronavírus através de superfícies. No entanto, é aconselhada a desinfeção de espaços de modo a prevenir o contágio não só da Covid-19, como de outros vírus.

É certo e sabido que a lavagem das mãos e o ato de evitar tocar no rosto são abordagens a serem tidas em conta para diminuir o alcance do coronavírus. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sublinha também que é importante limpar e desinfetar os espaços e superfícies e que as desinfeções “devem ser realizadas de forma frequente”, segundo o Público.

Apesar destas recomendações, o papel das superfícies e objetos no desenvolvimento da “transmissão da Covid-19 é atualmente desconhecido”. A OMS publicou um artigo, a 14 de maio, acerca da limpeza e desinfeção das superfícies, com o intuito de combater a propagação do vírus.

Neste documento, a organização revela que apesar das superfícies não estarem diretamente ligadas à transmissão da Covid-19, “as demonstrações de contaminação de superfícies em ambientes de prestação de cuidados de saúde e as experiências com outros vírus” fazem com que seja aconselhado a constante desinfeção dos espaços.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, revelou em conferência de imprensa que este relatório publicado pela OMS não é conclusivo. Assim, sublinha que este “não é um assunto encerrado, pois a OMS continua a recomendar que é essencial a limpeza das superfícies. Na dúvida, e porque há outros vírus cuja história conhecemos melhor e que se transmitem por essa via, é melhor continuarmos a ter procurações em relação aos objetos e às superfícies, a descontaminá-los, limpá-los e a tentar não levar as mãos entre esse objetos e superfícies para o nosso trato respiratório”, cita o Público.

Graça Freitas acrescentou ainda que o artigo é “apenas uma indicação”. É referido que o contágio é mais difícil a partir das superfícies para pessoas, mas a Direção-Geral da Saúde vai continuar a estudar estes casos. “Se assim for, obviamente, é uma boa notícia porque permitirá o nosso retorno à normalidade mais à vontade. Mas creio que ainda é um pouco cedo”, atenta a diretora-geral da Saúde.