Países começam a reabrir negócios e espaços públicos

Fotografia: Martin Divíšek/EPA/The Guardian
Fotografia: Martin Divíšek/EPA/The Guardian

A República Checa e a Suécia optaram por uma abertura gradual dos espaços públicos e comércios. Enquanto o governo britânico considera os casos para considerar uma reabertura, profissionais da saúde criticam a falta de consideração com idosos.

Com um plano de quatro estágios, o Governo checo iniciou a abertura de lojas para além dos shoppings, incluindo bares, cafés, restaurantes e hotéis, no início deste mês. O país foi o primeiro a começar a abrandar as medidas cautelares devido à pandemia, e de acordo com Tomáš Prouza, diretor da Confederação Checa do Comércio e Turismo, “o governo está falando em abrir a maioria das lojas em Junho, com poucas restrições restando no verão”.

O vice-primeiro ministro, Karel Havlíček, afirmou, de acordo com o The Guadian, que os comércios estão divididos em cinco grupos, sendo que “amenidades públicas e lugares de encontros, como museus e galerias, tal como locais culturais incluindo teatros seriam uns dos últimos locais a reabrirem”. O plano vai decorrer da seguinte forma:

O Governo checo também reabriu as fronteiras na última sexta-feira, 24 de abril, após conferirem uma diminuição no número de contágios pela Covid-19. Entretanto, o ministro da Saúde, Adam Vojtěch, afirmou que “na volta, os viajantes devem ou confirmar que testaram negativo para o coronavírus, ou serão forçados a passar 14 dias em quarentena”. O uso de máscaras vai ser obrigatório até junho.

A Suécia optou por medidas cautelares que não seguem os mesmos padrões de outros países da União Europeia. Em entrevista ao The Guardian, a política do partido Social Democrata sueco, Ann Linde, afirmou que “nós temos praticamente os mesmos objetivos que qualquer outro governo; e como sempre falamos, nós estamos perfeitamente preparados para adotar regulamentos vinculativos caso a população não os siga”.

Apesar de terem recebido críticas de cientistas e da população sobre suas decisões, Linde sublinha que não pretende “avaliar ou julgar a estratégia na Suécia ou em qualquer outro lugar, [porque] vai levar um longo tempo até que qualquer um possa fazer isso”. A política complementa que “[o Governo] acredita que a melhor maneira para nós é combinar os regulamentos e os conselhos claros para o público. Tanto quanto possível, nós queremos construir uma relação de confiança forte e duradoura entre as autoridades e o público”.

Fotografia: David Lidstrom/Getty Images/The Guardian

O Governo sueco sugeriu que a população que evitasse viagens desnecessárias, e que os idosos permanecessem em casa. Para além disso, foi proibido eventos com mais de 50 pessoas, embora cafés, restaurantes e ginásios permaceçam abertos. Sonja Aspinen, fundadora de uma empresa de saúde no país, declarou ao EuroNews que os idosos são os que “pagam o maior preço”, e que para além de as equipas de enfermagem não receberem material de proteção suficiente, os pacientes não são propriamente testados.

Em Portugal, as medidas do estado de emergência continuam em vigor, sendo que, segundo o jornal Público, o Governo pretende retomar as atividades econômicas de forma gradual. As escolas vão abrir as turmas do 11º e 12º ano em 18 de maio, as creches e o comércio vão reabrir em 1º de junho, e os pequenos comércios em 4 de maio.