Portugal trabalha numa aplicação para prevenir o contágio

Fonte: Público

Na Polónia, as pessoas em quarentena têm de enviar uma selfie diária, em Hong Kong é preciso usar uma pulseira e na China usa-se um código QR. Portugal também está a desenvolver um modo digital para abrandar a Covid-19.

A aplicação em desenvolvimento avisaria os utilizadores que estiveram em contacto com alguém infetado pela Covid-19 para se isolarem, sem identificar a pessoa. Segundo o jornal Público, a informação foi divulgada esta quinta-feira, 23 de abril, pelo primeiro-ministro António Costa em entrevista ao podcast Política com Palavra, do Partido Socialista.

O projeto faz parte de um conjunto de iniciativas desenvolvidas na União Europeia (UE) para acompanhar redes de contágio da Covid-19, sem desrespeitar valores de privacidade europeus. O primeiro-ministro diz que a aplicação não guarda a localização dos utilizadores, não revela a identidade das pessoas infetadas e não será de uso obrigatório, seguindo as recomendações da Comissão Europeia (CE).

Existem várias aplicações a funcionar desde o início do ano em países fora da UE, sendo que uma lista de vários projetos europeus recentes foi publicada pela CE, na semana passada.

Aplicações europeias para rastrear Covid-19

As aplicações desenvolvidas dentro da UE usam, em geral, o Bluetooth. Uma tecnologia de comunicação sem fios e de curto alcance que está disponível em quase todos os aparelhos eletrónicos modernos. Esta preferência justifica-se pelo facto de, ao contrário do GPS, não serem guardados dados acerca das coordenadas geográficas do utilizador.

Caso os utilizadores das aplicações estejam infetados com a Covid-19, é enviado um alerta aos telemóveis que se aproximaram dos mesmos nos últimos dias (alguns países contam as últimas 48 horas, outros os últimos cinco dias). A identidade do utilizador infetado nunca é revelada. Existem outras propostas dentro e fora da UE que podem ser consultadas no artigo do jornal Público.