Portugal, uma nação com a economia a parar

Fotografia: Câmara Municipal do Porto
Fotografia: Câmara Municipal do Porto

A país não adormeceu. Está a parar aos poucos. Tem sido assim nas últimas semanas e assim vai continuar, à medida que o número de infetados por Covid-19 aumenta.

Com a renovação do Estado de Emergência, ainda “não há uma luz ao fundo do túnel”, apenas “uma esperança”, declarou Marta Temido, Ministra da Saúde. Uma certeza é a de que a economia está a estagnar. Acompanhe com o Conceitual alguns dos setores mais afetados.


Muitas empresas já estão em lay-off

O Governo fez as contas. A crise levantada pela Covid-19 já colocou 425.287 trabalhadores em lay-off, por todo o país. O Expresso avança que este regime é uma “rede de segurança” para as empresas. Ao todo, houve processos de 22.275 empresas aprovados. António Costa continua a reforçar que “a economia não pode parar”.

Fotografia: Lucília Monteiro

Mundo do imobiliário faz contas aos prejuízos

Com o efeito do novo coronavírus sente-se um travão na compra e venda de imobiliário. O setor move-se para teletrabalho, como tantos outros, e os profissionais, contactados pela Visão, garantem que já perderam milhares de euros com a queda de escrituras presenciais. Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal diz que “não há concretização de negócios por dois motivos: as escrituras que estavam previstas foram adidas; e não há visitas a imóveis.”

Fotografia: EPA

A venda de livros está em queda livre

A venda de livros caiu 65,8% numa semana, devido à pandemia, o que traduz o “desespero” do setor do livro e antecipa o fim de muitas livrarias, refere a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Segundo o Público, nas últimas semanas, esta redução na compra de obras atingiu os 40% nos hipermercados e os 73% em livrarias e outros espaços de venda.

Fotografia: Daniel Rocha

Compra de carros sofre quebra

Esta crise económica já está a bater à porta do setor automóvel. Os concessionários, em março, registaram uma quebra de vendas na ordem dos 56,6%, “num mês em que até havia muitas encomendas feitas no mês anterior”, referiu ao Jornal Económico, o secretário geral da Associação Automóvel de Portugal, Hélder Pedro. Em comunicado, as concessionárias automóveis mostram-se preocupadas com esta queda de vendas e exigem um “plano de apoio” para as empresas.

Fotografia: Gonçalo Delgado/Global Imagens

TAP aterra a fundo

Com infraestruturas aéreas a fechar e os cidadãos fechados em casa e reduzidos aos voos essenciais, a TAP encolheu a operação. Conforme o Expresso noticiou, as cerca de 90 rotas da companhia aérea portuguesa vão reduzir-se a apenas 15. Com os trabalhadores em lay-off, o Público informa que a TAP vai pagar 2/3 da remuneração fixa mensal de cada trabalhador, superando o montante de referência de 1905 euros.

Fotografia: Duarte Gomes

A hotelaria está nos mínimos

Os hotéis e o alojamento local sentem os cancelamentos das reservas. De acordo com o ECO, março e abril são os meses que mais preocupam os proprietários, isto porque “já quase todos” registam cancelamentos de reservas. A este órgão de comunicação social, Eduardo Miranda, presidente da Associação de Alojamento Local em Portugal, refere que, até ao final de fevereiro, “houve alguns cancelamentos, mas mais pontuais”. Acrescenta ainda que a “situação é mais preocupante” nos hostels e guests houses.

Fotografia: NIT