Setor livreiro soma prejuízos

Fonte: Matthew Horwood/Getty Images

É um dos setores que vai abrir na segunda-feira e já soma cerca de 20 milhões de prejuízos. Apesar do apoio do Estado com 400 mil euros em compra de livros às editoras, a quebra de vendas ronda os 80%.

“É toda uma situação de extrema dificuldade”, disse à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, João Alvim. Segundo o Eco, o responsável comunicou a Marcelo Rebelo de Sousa que as editoras e os livreiros apresentam prejuízos de 20 milhões de euros, porque as compras contabilizam dez a 12 milhões de euros por mês.

Presidente da República recebeu associações e organismos da área da cultura. Fotografia: Presidência da República

João Alvim considera que o apoio do Governo sabe a pouco. Salienta que “até agora o Ministério da Cultura não esteve disponível para dar apoios com algum significado”. Admitindo que “muitas livrarias podem vir a fechar”, João Alvim está preocupado, apesar de poderem abrir segunda-feira, com as dificuldades que existem em muitas livrarias no pagamento das rendas.

O Presidente da República já garantiu “que está atento ao setor”. Aquando da celebração do Dia do Livro, o chefe de Estado escreveu numa mensagem oficial que se iria esforçar “para que os dias do livro se possam reerguer e renovar”.

O Ministério da Cultura anunciou, durante a semana anterior, que vai destinar 400 mil euros à aquisição de livros, a preço de venda ao público, dos catálogos das editoras e livrarias. Para isso têm de se candidatar até 15 de maio, segundo o Observador a um formulário da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

O setor dos livros viu encerrar todas as livrarias do país e a alternativa para os leitores passou a ser a compra online. Agora vai reabrir as portas ao público, com as medidas de segurança impostas pela Direção-Geral de Saúde.