Theremin completa um século

Rita Lee usando o seu Theremin, antes de cantar “Doce Vampiro”. Fonte: João Naiff

Completou 100 anos esta semana e é lembrado pela sua característica que tão bem se encaixa em tempos de Covid-19: o Theremin, é um instrumento musical que toca quando ninguém lhe toca.

Foi um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrónicos e este ano completa um século sem ficar velho, o Theremin continua a fazer parte da cultura pop, e é usado por muitas bandas – de Beach Boys a Portishead, passado pela brasileira Rita Lee. Nas redes sociais está a ser classificado como o instrumento perfeito para tempos de pandemia pois para tocá-lo não é necessário o contato físico basta aproximar e distanciar as mãos de suas antenas.

Desenvolvido pelo físico e músico russo Lev Sergeivich Termen (Léon Theremin) em 1920, o Theremin foi patenteado em 1927 e produzido por vários anos nos Estados Unidos pela RCA Victor. Antes de desenvolver o primeiro sintetizador, Robert Moog construiu vários modelos de Theremins entre 1950 e 1960. Atualmente a Moog Music é a principal fabricante de Theremins e tem lançado versões bem modernas.

A Moog continua a fabricar o instrumento e tem-lhe dado ar futurista. Fonte: Moog music

O Theremin começou a ser empregado na música pop a partir de 1960. Brian Wilson, dos Beach Boys, utilizou sons do theremin na gravação do hit The Good Vibrations em 1966. O guitarrista Jimmi Page, do Led Zeppelin, realizou shows tocando Theremin na música Whole Lotta Love.

Albert Glinsky, autor do livro Theremin: Ether Music and Espionage, conta neste pequeno documentário, de oito minutos, a história do Theremin, desde seu início original em um laboratório de química russo até seu desenvolvimento como um instrumento musical. Além de delinear sua história, Glinsky fornece um tutorial básico sobre como tocar o Theremin.