Vacinas contra Covid-19: uma luta contra o tempo

Fonte: dw

Com a Europa passando ainda pelas fases mais duras da pandemia da COVID-19, os esforços mundiais para encontrar uma cura são urgentes.

Hoje, dia 19 de março, a Agência Européia de Medicamentos contradisse a Presidente da União Européia, Ursula von der Leyen no que tange aos prazos para a disponibilização da vacina ao público. A AEM disse, em comunicado à Lusa, que se trata de algo muito difícil de prever, mas que os testes clínicos devem ser iniciados já nos próximos meses. Este é o mais novo episódio na trama complexa da luta por uma cura.

A pandemia já contaminou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, sendo 8.900 destas vítimas fatais, o que fez com que as principais potências mundiais somassem forças para tratar a virose. Pelo menos 35 instituições e empresas trabalham no desenvolvimento de antídotos contra a doença.

China, EUA, Canada e Alemanha lideram as pesquisas, cada qual em diferentes estados de desenvolvimento. Enquanto isso França, Japão, Cuba, Austrália e Brasil também apresentaram um significativo progresso no seu trabalho contra o vírus, graças a um banco de dados compartilhado por cientistas de todo o mundo, e ao sequenciamento do SARS-CoV-2 feito por cientistas Chineses, logo nos primeiros estágios de contaminação.

Apesar dos avanços, imunologistas em redor do globo concordam que a resposta imunitária deve demorar, pelo menos, de 12 a 18 meses para estar disponível ao público, num cenário positivo.